Raios partam os anos 60

Fiquei a saber que a estação de rádio que me acompanha diariamente no circuito trabalho-casa-trabalho, vai acabar como a conhecemos. Por estratégia da Média Capital, decidiram passar a ter 3 minúsculos jornais diários, tendo como fatia quase exclusiva do novo Rádio Clube Português a música dos anos 60 e 70.

Lamentávelmente, a estratégia faz perder certamente 1 ouvinte (moi même) e, muito provavelmente, a grande maioria dos actuais ouvintes, que irão provavelmente passar a sintonizar a Antena 1, a TSF e a Renascença.

Talvez os senhores administradores da Média Capital não se tenha apercebido daquela ranhura que existe a meio do auto-rádio e serve para ouvir a música que nos apetece ouvir… quando estamos sem “paxorra” para para as penosas notícias diárias.

Assim resta-me deixar 2 mensagens:

Aos (ainda) funcionários do RCP - “Bem hajam e boa sorte”

Aos Administradores da Média Capital - “Vão bardamerda!” - pardon my french

De acordo com o presidente da Comissão Nacional de Ética é preciso coragem para rever aspectos negativos da actual lei. Que coragem e para quê? Para pôr de lado hipocrisias e oportunismos políticos e corrigir uma lei profundamente atingida por equívocos? Ou bastará a pequena coragem do remendo legislativo que dissolva a incomodidade das evidências e devolva a todos uma benévola sonolência?
Mª José Nogueira Pinto - “Aborto, lei e factos” in DN

A Turquia “humanitária”

Hoje, via email, o meu caro Samuel Levy teve a amabilidade de me enviar mais uma extraordinária lição de história. Talvez pouco ou nada conhecida entre nós.

Fez-me saber que em Dezembro de 1941 o navio búlgaro STRUMA, navegando com bandeira panamense, partiu da Roménia levando cerca de 770 refugiados judeus fugindo do nazismo e com destino a terra prometida de Israel. Era um navio apertado, em más condições e só tinha 2 botes salva-vidas.

Após ficar à deriva no mar Negro, acabou por ser rebocado até Istambul, na Turquia, onde aconteciam negociações com o governo britânico para que passassem os vistos de entrada, facto permitido até então somente para crianças.

Como o governo britânico não chegou a um consenso, o governo turco não permitiu o desembarque de passageiros e somente  passados 10 dias sem água e comida, permitiu a entrada de 3 judeus da comunidade judaica local para que entregassem mantimentos e 10 mil dólares enviados pelo comité judaico americano.

Apesar de engenheiros turcos terem tentado consertar o barco, ele continuou inoperante e foi simplesmente rebocado e literalmente largado no mar pelas autoridades turcas, lançados à própria sorte, no dia 23 de Fevereiro de 1942, com vários passageiros segurando cartazes escritos em inglês e hebraico com as palavras “salvem-nos”.

No dia 24 de Fevereiro de 1942 o STRUMA foi atacado por torpedos de um submarino soviético, no que foi considerado o maior desastre naval civil da guerra, com repercussão mundial.  Somente um jovem chamado David Stoliar sobreviveu. Como se não bastasse a tragédia, David Stoliar de 19 anos foi preso e interrogado pelas autoridades turcas, sendo acusado de entrar na Turquia de forma ilegal e sem visto.

O submarino soviético tinha ordens de atacar embarcações inimigas no Mar Negro e o STRUMA foi confundido com um navio que levava carga para os nazis; na verdade ele levava “carga” humana, judeus refugiados que foram rejeitados pelos britânicos e jogados a própria sorte pelos turcos, sem nenhum sentimento de humanidade ou compaixão. Ainda mais, levando em conta que se voltassem para a Europa, seriam mortos pelos nazis.

Hoje, com o incidente da “flotilla”, a Turquia quer dar lições humanitárias. Devemos aceitar ?!

 

Memoriais do STRUMA nas cidades israelitas de Holon (esq.) e Ashkelon (dta.)

Paixão X 2

Pedro Paixão acaba de lançar 2 livros. Um deles, “Imagens Proibidas” conta também com uma exposição homónima, patente desde ontem e até 31 deste mês na Galeria Pente 10, em Lisboa. 

“Imagens Proibidas”, é, segundo o autor:

Um homem à procura de si. Duas mulheres que não têm nome. Um apartamento que se transforma em prisão. Uma vingança, um ajuste de contas, um castigo. Quando a fantasia e a realidade se confundem. Quando o amor está muito longe. Onde a beleza, o sexo e a morte se encontram.

“Perdido Por Xangai” é o outro título que se trata da narração de uma viagem registada a vários níveis: física, psíquica e histórica. É o regresso a dobrar de um escritor… especial!

Palavras que gosto de dizer às escondidas:

“PEIDORREIRO”

  1. Pleb. O que tem o hábito de dar peidos.
  2. Fig. Nojento.

Diálogos do "Seinfeld"

  • Jerry: Este casaco mudou completamente a minha vida!
  • George: Posso dizer uma coisa? E digo isto num registo imaculado da minha heterosexualidade incondicional...
  • Jerry: Claro.
  • George: É fabuloso.